25/08/2016
A SOGIPA realizou no ms de agosto a Jornada de Atualizao em Reproduo Humana, Endoscopia Ginecolgica e Cirurgia Min

1- Quais os temas abordados na sua palestra?

Falei sobre a laparoscopia frente a uma fertilização in vitro nas pacientes portadoras de cistos ovarianos benignos. É sempre uma preocupação do clínico de quando indicar uma intervenção cirúrgica no tocante que os cistos ovarianos , principalmente alguns derivados de endometriose, podem comprometer a função ovariana a ponto de alterar a reserva ovariana e repercutindo de forma negativa no futuro reprodutivo da mulher. Quando o clínico indica uma laparoscopia? De fato é preciso avaliar primeiro a idade da paciente, segundo se esta paciente tem um tumor ovariano que comprometa a tal ponto, inclusive com quadro clínico de dor, que faz com que a indicação seja complementar. Ou seja, um tratamento diagnóstico terapêutico com remoção do cisto e também de preservar o máximo possível de reserva, de massa ovariana, que faça com que a paciente tenha assegurada uma possibilidade de engravidar. É um procedimento minimamente invasivo e tem um intuito conservador. O fato é que a laparoscopia entra como se ela fosse complementar a essa mulher, e mais ainda, a esse casal que deseja ter filhos.

2- Como o senhor avalia a troca de experiências proporcionada pelo evento?

A experiência que adquirimos ao longo da vida, no manuseio, no tratar dessas pacientes, cria uma forma de ser compartilhada. É importante compartilhar experiências. Da mesma forma que eu compartilhei aqui as minhas, eu tive a oportunidade de também presenciar a atuação do trabalho de colegas e ver que são muito próximos os objetivos, as realidades, e sempre o intuito é trocar ideias. É estimular o debate. É estimular uma condição de que o clínico sempre esteja atento às inovações e que esteja apto a aceitar e também a questionar novidades. Essa troca de informações cria um senso crítico na condução do atendimento a paciente. Você adquirindo mais experiências, dentro e fora da sua região, como em encontros como este, você consegue, a partir de discussões de ideias, de apresentações de casos, vivenciar experiências de outros colegas. Isso passa a agregar ao seu conhecimento informações que vão ser importantes para o seu dia a dia. E o tratar o paciente é algo importante no dia a dia. As vezes o médico no consultório não tem acesso a essas experiências. E esses encontros permitem que as dúvidas sejam compartilhadas e não só as certezas.

3- Qual a sua avaliação da programação da Jornada?

A programação foi muito feliz na escolha dos temas. Porque ela criou uma possibilidade de, primeiro avaliar uma técnica cirúrgica minimamente invasiva, depois avaliar a aplicabilidade da infertilidade no dia a dia do consultório médico. E o tema que me foi proposto foi justamente unir estas duas pontas. Quando você indicar uma terapêutica minimamente invasiva numa paciente que tenha infertilidade. Então a programação foi bem idealizada, de uma maneira que soube exprimir realmente uma condição de medidas terapêuticas para que o clínico, frente a essas duas situações, possa avaliar as técnicas minimamente invasivas de imagem e cirúrgicas. Avaliar as técnicas de condução de pacientes com infertilidade.

4- O que o senhor vai levar para São Paulo deste encontro?

Primeiro vou levar a certeza de que a melhor maneira de difundir conhecimento é apresentando e expondo ideias. Segundo, da mesma maneira que eu vim expor algo aqui, eu aprendi também. Isso mostra que você sempre aprende. Algumas técnicas apresentadas por colegas aqui no primeiro dia do encontro, eu vou levar pra mim. Porque elas são técnicas que podem melhorar alguma condição de indicação, algum detalhe. E cirurgia é detalhe. A medicina é detalhe. Ninguém tropeça em montanha! Então os detalhes é que são importantes na condução do dia a dia.

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