14/10/2016
O Dr. Rodrigo de Aquino Castro, de So Paulo, esteve na sede da SOGIPA em setembro. Ele foi um dos palestrantes da II Jo

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Confira a entrevista que o Dr. Rodrigo concedeu após o evento.

1- Quais os temas que o senhor abordou durante a Jornada?

Eu falei um pouco sobre o tratamento cirúrgico da incontinência urinária de esforço. A incontinência urinária é um problema extremamente grave e que compromete de forma significativa a qualidade de vida das mulheres. A gente tem um tratamento clínico, um tratamento cirúrgico. O tratamento clínico vem ganhando um espaço muito grande, é ausente de efeitos colaterais, tem uma taxa de sucesso em torno de 50 por cento. E a gente tem o tratamento cirúrgico que, apesar dele ter uma taxa de sucesso muito maior, ele tem embutido nele algumas complicações. Então é importante sempre estabelecer os riscos e benefícios com a paciente pra você determinar o melhor tratamento para essas mulheres. O que tem de novo, dentro do tratamento cirúrgico dentro da incontinência urinária de esforço, é a utilização de célula tronco. A gente pode usar a medicina regenerativa no sentido de tentar melhorar essa situação. São estudos iniciais. A gente vai começar na Unifesp o primeiro estudo brasileiro utilizando a terapia celular pra tratar essas mulheres. Então esse é um dos tópicos que eu falei. O outro foi falar das complicações. O procedimento cirúrgico ele não é isento de complicações, e isso precisa ficar bem claro para a pessoa que vai receber o tratamento. Então, falar sobre as complicações, orientar as pessoas que elas existem como trata-las, gerar este conhecimento para os médicos é algo muito importante. E o último tópico foi a nova classificação do prolapso genital. É um tópico um pouco mais difícil porque os médicos estão acostumados com a classificação antiga e essa nova classificação é interessante porque ela mensura a intensidade da doença. E mensurando a intensidade da doença fica mais fácil da gente falar a mesma língua. 

 

2- Como o senhor avalia a escolha dos temas discutidos na jornada? 

Fantástica porque eu acho que essa jornada tem várias funções. Trazer o novo e explorar um pouco o conhecimento das pessoas, dividir o conhecimento das pessoas sobre situações que talvez um colega daqui, que está longe dos grandes centros não tenha acesso. Os temas escolhidos são muito atuais. São temas dos dia a dia, que precisam ser disseminados entre os profissionais da saúde que atuam na área da ginecologia.

 

3- Como o senhor avalia a troca de experiências proporcionada pela Jornada?

Isso é fundamental. Você vir aqui e compartilhar a sua experiência e escutar a experiência dos outros colegas é o que agrega. É o que move o conhecimento. Então escutar e tirar as dúvidas que as pessoas têm é o mais importante. Eu acho que essa jornada traz isso. Tem pessoas extremamente experientes aqui no estado e a gente está trazendo outras experiências e essa troca é que fortalece o conhecimento.

 

4- Além das palestras, as discussões sobre casos clínicos também é importante?

Eu acho que é o mais importante. Apesar de você vir aqui a transferir conhecimento para as pessoas, a utilização de casos clínicos é o que realmente agrega. Porque é aí que você discute os pormenores, as exceções,  as minúcias, então é isso que realmente agrega. Eu acho que a aula expositiva, que você fica ali uma hora e meia falando dá muito menos resultado do que uma aula interativa, onde todos falam sobre as suas experiências. 

 

5- O que o senhor leva para São Paulo deste encontro?

Primeiro foi extremamente salutar vir para uma cidade tão bonita como a de vocês, tão calma. Eu vivo numa cidade caótica. Então quando a gente chega aqui é fácil perceber que vocês têm uma qualidade de vida invejável. E segundo, a troca de experiências com os colegas. Escutar os colegas agrega muito ainda mais porque os temas abordados são muito atuais.       


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