25/08/2016
Neste ms a SOGIPA sediou o Curso de Atualizao em Sexologia e Sexualidade. O Dr. Gerson Pereira Lopes, de Minas Gerai

1- Quais os temas abordados pelo senhor durante o curso?

Primeiro eu gostaria de parabenizar a SOGIPA pela iniciativa. O programa está maravilhoso, muito bem elaborado. Falei sobre como eu trato a libido, a disfunção do orgasmo... Sexólogos daqui também falaram como é o tratamento de vaginismo. Eu ainda falei sobre um aspecto atual hoje e muito importante que é o papel do médico na questão que liga adolescentes, sexualidade e internet. Foi um programa atualizado, completo para ajudar o ginecologista, que não é sexólogo que é clínico, mas precisa atender as queixas sexuais. Porque hoje as queixas sexuais aparecem, não implicitamente, não escondidas. As pacientes chegam e falam diretamente do problema. Foi um curso fantástico. Aqui a gente percebe que a sexologia está bem avançada. Que existem muitos ginecologistas com formação muito boa na área.

2- Quais as novidades na área que tratam esta ligação entre os adolescentes, a sexualidade e a internet?

Existem duas formas de socialização. A primária, que é a família, e depois a família tem que continuar, mas aí ela já é chamada de grupo secundário, a partir do final da infância e o resto da vida. Nessa socialização os meios de comunicação de massa, que em outra época eram o rádio, a televisão e a mídia escrita, agora perderam espaço para a internet. Então a internet hoje é importantíssima na socialização. Infelizmente complicando as vezes mais do que ajudando. E o médico tem que fazer com que os pais possam entender e possam ajudar para que essa internet seja usada de maneira positiva.

3- Qual a sua avaliação desta troca de experiências proporcionada por este encontro?

É o ideal realmente. Eu acho que ninguém é dono do saber. É interessante cada um colocando as suas dificuldades. As vezes são dificuldades muito parecidas, outras vezes muito diferentes. É engraçado que Curitiba se parece muito com Belo Horizonte. Ambas são consideradas cidades laboratório. O que dá certo aqui e lá, vai dar certo nos outros lugares. O que a gente percebe aqui, há muitos anos, é que aqui se dá esse atendimento à queixa sexual. Essa troca de ideias é fundamental.

4- Quais os ganhos com sua a participação no curso?

Quanto mais a gente ensina, mais a gente aprende. Eu acho que se eu não aprendesse eu não estaria aqui. Eu acho que o aprendizado ele é constante. Somos eternos aprendizes. Faz muita diferença. Tanto que a gente tem um curso em Belo Horizonte, que eu pretendo no futuro trazer para cá, que é personalizado. Existem profissionais que escondem o que sabe. Eu não entendo isso, ainda mais em queixa sexual, que acredito esteja três principais queixas das mulheres. e dos homens. Então é tão frequente, tem tanta gente para ser atendida, pra ser ajudada, que eu acho que a gente tem mais é que compartilhar. E a gente compartilha mostrando casos clínicos. O primeiro curso nosso, que nós fizemos lá em BH foi um sucesso. Teve gente aqui no interior no Paraná e de outros estados. A ideia da gente é dar os pulos do gato com os casos clínicos mais comuns e mais simples. No curso B a gente vai dar os casos clínicos mais complicados.

5- O que o senhor vai levar daqui para Belo Horizonte?

Eu levo muito carinho, muita vontade de continuar estudando, e talvez um pouco de exercício de cidadania. Essa cidade aqui tem realmente nos ensinado muito sobre o que é ser cidadão. Foi um grande prazer estar aqui e participar deste encontro.

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