01/08/2016
V Jornada de Dor Plvica: Atendimento Multidisciplinar. Onde estamos e para onde vamos? - Dr. Hamilton Julio

V Jornada de Dor Pélvica: Atendimento Multidisciplinar. Onde estamos e para onde vamos? O Dr. Hamilton Julio, que iniciou as discussões sobre o tema, concedeu entrevista para a Associação. Confira:

 1- Como surgiu a ideia de fazer o primeiro curso sobre dor pélvica?


Esse é um problema que aflige o ginecologista. Dor pélvica é uma das coisas mais difíceis que a gente tem em consultório. E justamente é tão difícil porque a dor pode ter inúmeras causas. Então me surgiu a ideia de reunir os especialistas que trabalham com este tema ao redor da dor pélvica porque isso somaria muito. A gente deixa passar coisas por não ter experiência suficiente e quando vem um indivíduo que tem uma experiência nessa área isso se torna muito mais fácil de abordar. É uma coisa que parece que realmente deu certo porque é um curso que vem sendo repetido ano após ano, sempre com bastante frequência, desde 2009.

 

2- De lá pra cá, quais os ganhos com estes cursos?


Eu pessoalmente ganhei muito. Diminuiu muito, por exemplo, a minha prescrição de antibiótico em quadros de infecção urinária, que na realidade não são infecciosos, são de outro tipo. Além de outros benefícios como, por exemplo, manusear os distúrbios gastrointestinais e associa-los a dor pélvica. Isso tudo ao longo dos anos eu venho aprendendo melhor a lidar. Os ginecologistas ganham muito com a associação das informações vindas de outras especialidades. Eu não perco nenhum curso porque a cada ano aprendo cada vez mais.

 

3- Então essa troca é fundamental?


Nesse tema e em outros temas de ginecologia é sim fundamental porque hoje em dia é muito difícil se manter atualizado. O volume de informações é tão grande que a gente não consegue acompanhar dentro da nossa especialidade. Então você imagina acompanhar a evolução em outras áreas tão diversas como esta. É uma simbiose porque um outro colega, que exerce uma outra especialidade, que se mantém atualizado, prepara tudo, reavalia, revisa a literatura e traz mastigado pra nós. Então todos ganham.

 

4- A exposição de casos clínicos durante as jornadas também proporciona ganhos para os participantes?


Exatamente. É a troca de experiência. As vezes a gente fica meio limitado na nossa especialidade e esquece de pensar que essa dor pode vir de um órgão vizinho, porque a pelve tem órgãos genitais internos, mas também tem intestino, tem bexiga, tem peritôneo, uma série de outras coisas.

 

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