23/05/2016
Foi lanado no Hospital de Clnicas do Paran, o Protocolo Clnico para Preveno de Transmisso Materno Fetal do HIV.

O Dr. Renato Sbalqueiro, que foi um dos orientadores da autora do Protocolo - Natacha Regina de Moraes Cerchiari, falou para a SOGIPA após o lançamento. Confira a entrevista:



1. Qual a importância do lançamento do protocolo?

O HIV, desde que ele foi descoberto, ele vem passando por mudanças na forma de entendimento e na forma terapêutica. Esse novo protocolo vem ser uma tentativa de facilitar com que as pacientes venham a tomar regularmente as medicações necessárias e, com isso, tentar chegar muito próximo de zero a transmissão vertical.

2. Como foi feito o estudo para o lançamento do protocolo?

Existem protocolos diversos, mas o Ministério da Saúde se baseou numa tentativa de facilitar que as gestantes tomem a medicação, exatamente por causa de aderência. O protocolo europeu é um dos que é frequentemente pesquisado para tentar readequar o uso de medicação por essas pacientes. Quanto menor a necessidade de tomada, maior a chance de que haja uma melhor aderência ao tratamento e menor a transmissão vertical, sem dúvida.

3. Quais os principais pontos que devem ser levados em conta?

O primeiro ponto é que é fundamental que tenha a participação de todos os profissionais. É importante a participação concreta do serviço de obstetrícia, do serviço de infectologia e do serviço de infectologia pediátrica. Junto com isso nós temos a necessidade de outros outros profissionais da área da saúde como serviço social, enfermagem, psicologia e serviço de farmácia. Tudo isso é necessário para que o diagnóstico seja dado no momento certo e a terapêutica seja adequada.

4. Como os profissionais devem lidar com o protocolo?
Nós temos uma principal dificuldade hoje: a drogadição. Essas pacientes são difíceis de trabalhar porque elas não têm aderência ao tratamento, além disso, elas não cumprem a necessidade de consultas mais frequentes, muitas vezes não aparecem nas consultas programadas. E os casos de transmissão vertical que foram registrados no HC estão, na grande maioria, ligados a drogadição. Esse é um ponto. Os outros são as exceções, como qual a idade gestacional, a bolsa rota, quanto tempo dá para esperar pra ser um parto normal, vai todo mundo para cesárea? São casos que dependem da individualidade. Vai ser preciso discutir cada caso, já que não há uma regra para estes casos.


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